Convenhamos…. temos motivos de sobra para desconfiarmos nos outros. Principalmente quando passamos por uma frustração de termos acreditado em alguém e isto não ter dado certo. Um clássico trecho de uma obras de Freud, o fundador da psicanálise, comenta que a nossa felicidade está na capacidade de amar e trabalhar. E não se é capaz de fazer nenhum dos dois se não confiamos nos outros.

Logo, não é algo que simplesmente podemos retirar da nossa vida. Se virarmos pessoas extremamente desconfiadas, estaremos à um passo da paranoia e uma existência cheia de preocupações.

Quando se trata de trabalho, a situação fica ainda mais dramática. É por este motivo que este artigo foi elaborado. Com o conteúdo apresentado aqui, você será capaz de compreender melhor:

  • o real motivo de confiar nos outros;
  • as principais crenças que derrubam qualquer relação confiável;
  • os motivos do porque confiar é uma via de mão dupla;

Confiança: pra quê?

A verdade pode parecer muito simples e óbvia – e por isso tão perigosa, já que tendemos a não pensar no que aparentemente já foi dado como certo.

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“Devemos confiar nos outros porque vivemos em sociedade.” Essa é uma frase bem encontrada, com centenas de variações complexas ou não – que no fundo dizem exatamente isto que eu escrevi. Porém ela tem um certo quê de pessimismo, percebeu? Quando escuto alguém dizê-la, é como se a frase estivesse incompleta e faltasse um “fazer o quê, né?”

O que é contraditório. Ela deveria ser dita  – ou escrita- com certo tom de entusiasmo, não uma resignação forçada. Algo como “devemos confiar nos outros pois a base de qualquer relação, seja amorosa, no trabalho ou com a própria vida se baseia nisso”. Faz mais sentido assim, não faz?

Porém você já parou para pensar porque confiar tem todo esse papel?

Vamos lá retornar ao tempo das cavernas, quando ainda estávamos aprendendo a manejar o fogo e buscando desesperadamente abrigos para fugir do frio da noite. Nesse tempo não detínhamos as conquistas materiais de hoje. Tudo – exatamente tudo – se realizava com a presença de mais de uma pessoa.

Confiança era uma questão de sobrevivência àquela época. Sabe qual o segredo que não te contaram? Continua sendo até hoje. 

Isto por que você sempre será dependente de alguém para alguma coisa. Escuto dizerem: “eu posso fazer tudo sozinho”. A menos que você faça todas as suas roupas, produza todos os seus alimentos e construa todo o material de que precisa, essa afirmação não é verdadeira.

Logo, você precisa confiar, pois você precisa dos outros. Assim como estes precisam de você.

Você confia?

Você confia?

Relações confiáveis: a culpa é de quem?

Certo, entendemos que confiar é algo do qual não podemos fugir sem que isso traga implicações para nossa vida. Porém, sabemos também que confiar em situações e pessoas erradas  acarreta uma série de prejuízos. Justamente pela confiança ser uma questão de sobrevivência é que nos sentimos tão feridos quando traídos ou desapontados pelas atitudes de alguém.

É para isto que tentamos, o máximo que conseguimos, nos relacionarmos com pessoas confiáveis. É neste momento que muitos se empolgam e dizem “sim, nunca consegui estar ao lado de alguém confiável”. É também nesta hora que eu lhe indago: qual a sua participação nisso?

É verdade que nem sempre escolhemos com quem trabalhar. Porém, em muitas situações, nossas companhias foram sim optadas por nós. E se este não for o caso, temos o potencial de decidirmos o tipo de relação que teremos com alguém – ou se não teremos relação alguma. Aonde quero chegar com isso?

Você pode fazer escolhas. Escolhas que te levam não a relações estáveis que caem como um presente na vida, mas sim a estabelecer os exatos limites de confiabilidade que qualquer relação deve ter. Acredite, cabe a você poder escolhê-las. Quer descobrir o motivo? Continue lendo…

Construindo a confiança: derrubando crença por crença

Agora vem à parte nada clichê. É provável que você tenha esperado uma lista ponto a ponto do que você deve ou não fazer para construir uma relação confiável. Acredite, esse tipo você encontrará aos montes na internet. Optei por abordar isto de uma maneira menos ortodoxa, porém não menos prática: derrubando algumas das suas principais crenças que o/a bloqueiam de construir relações confiáveis.

Crença Número 1: “Minha confiança precisa ser conquistada”.

Essa é uma crença no mínimo contraditória. Basicamente ela diz que é preciso que você receba provas de que alguém é confiável, para que então você confie de volta. A verdade é que isto não existe: não há um limite ou número X de atitudes que determina se uma pessoa é confiável ou não. Você jamais irá saber se poderá confiar totalmente ou não em alguém. Isso é impossível.

Enquanto você espera o tal momento para confiar, a outra pessoa sentirá sua desconfiança e pode simplesmente se afastar ou decidir não ser confiante também. Se chegar esse ponto, pode ser difícil mudar.

Você pode literalmente esperar sentado até esse dia chegar...

Você pode literalmente esperar sentado até esse dia chegar…

Crença Número 2: “Pessoas não são confiáveis por natureza”.

Confesso que quando escuto isso, sinto vontade de perguntar “você se inclui nessa categoria?” Esta é uma das crenças mais perigosas e que bloqueiam qualquer possibilidade de uma relação ser minimamente confiável. Quem prega isso está intimamente ligado a padrões bem rebaixados do que pensar sobre os outros. Se você fala só por falar, recomendo que pare.

Aqueles que elevam essa crença a uma das suas principais costumam agir sempre na defensiva, quase que esperando que alguém faça algo que confirme essa teoria. Acreditar em algo como uma “natureza humana” é simplesmente fechar todas as possibilidade do que nós podemos ser.

Essa crença parte do princípio que a confiança é algo inato e ligado a uma pessoa em especial, quando na verdade ela é uma construção e uma qualidade da relação.  Crença esta que te leva apenas a querer receber e não doar. O que nos leva à terceira crença…

Na imagem, está escrito em inglês "Cuidado quem você ajuda".

Na imagem, está escrito em inglês “Cuidado quem você ajuda”.

Crença Número 3: “Confiança não se reconquista”. 

Não vou dizer que não haja casos em que realmente é impossível voltar a confiar em alguém.  Porém, é preciso ser maleável. Esta terceira crença é muito inflexível. É como se você dissesse que alguém não pode cometer erros com você.

Irei dizer algo sério: em qualquer relação, a confiança corre o risco de ser abalada. Diria até mesmo que é um processo normal. Em decorrência disto, é que prefiro falar não em abalo, mas sim de ajustes. Sim, pois a confiança é uma construção. No meio do caminho perguntas serão feitas, dúvidas tiradas e equívocos cometidos – assim como perdoados.

Você precisa estar pronto para sempre dar novas chances. O limite disso estará em até que ponto esses exatos ajustes poderão ser de fato feitos ou não.

Vamos agora à conclusão…

É preciso dar espaço para que a confiança seja reconquistada.

É preciso dar espaço para que a confiança seja reconquistada.

Quais os elementos de uma relação de confiança?

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O wikiHow nos ajuda a determinar se uma pessoa é confiável ou não,  este artigo nos presta auxílio para construir relações confiáveis no trabalho.  Posso também enumerar uma série de elementos nos quais a confiança em qualquer área deve se pautar: “integridade, honestidade, atitude, sinceridade…” É provável que todas essas você já deve ter lido ou ouvido falar, por isso não serei repetitivo.

Porém há um elemento essencial pouco comentado, mas que foi trabalhado em todo esse artigo: abertura. 

O que isso significa? Algo bem simples, porém profundo: não permitir que experiências passadas ou presentes abalem sua vontade de confiar nos outros, principalmente se isto significar acreditar em uma das três crenças enumeradas aqui.

Eis o motivo do porque esse não ter sido um artigo clichê. O que quis dizer com tudo isso é que jamais devemos esperar a confiança seja uma via de mão única, mas sim uma construção da qual você é intimamente responsável.

Por isto quando comentei em cima sobre você escolher os limites de confiabilidade que apenas você pode estabelecer, me referi justamente à sua parcela de responsabilidade para que uma relação possa ser confiável. É claro que pra além dessas crenças principais, há muitas outras existentes. Já parou para pensar um pouco nelas? Recomendo que faça esse exercício. Você pode ficar surpreso(a)!

Para complementar nossa reflexão, acompanhe esse vídeo em que o Cláudio fala um pouco mais sobre o assunto:

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