Divertir e entreter não são os únicos benefícios de alguns games online e jogos de tabuleiro. Empreendedores podem aproveitar o ambiente lúdico para simular situações gerenciais e desenvolver habilidades estratégicas, de planejamento, liderança, negociação, tomada de decisões, correr riscos calculados e até mesmo estruturar uma ideia de negócio.

Um dos exemplos mais importantes dos pills cheap pills jogos empreendedores foi colocado no mercado pela empresa brasileira Acelera Startups, que desenvolveu um jogo de cartas para empreendedores organizarem suas ideias.

Nos tabuleiros, alguns jogos empreendedores simulam verdadeiros mercados, como “Cuba”, “Puerto Rico” e “Settlers of Catan”. E os clássicos “Monopoly” (Banco Imobiliário) e “War” testam a capacidade de expandir domínios.

E, nos computadores, existem os chamados “serious games” (jogos sérios), feitos especificamente para trabalhar habilidades em seus jogadores. “Tycoon City: New York” é um exemplo. Agindo como um empreendedor, o objetivo é construir negócios e fazer com que eles prosperem na ilha de Manhattan.

Também os famosos games de estratégia, RPG — formato em que os jogadores equipam seus personagens com magias, equipamentos e armas antes da partida – e simuladores, como “The Sims” e “SimCity”, podem ser bons exercícios para quem pretende comandar uma empresa.

“Power Grid”: É um dos jogos empreendedores que envolve praticamente toda a gestão de um negócio. No começo, os jogadores compram usinas de energia em um leilão. Cada usina funciona com um combustível (carvão, plutônio etc.) e estes produtos ficam mais caros ou baratos conforme a procura por eles. Quanto mais energia a usina gerar, mais lucro ela tem.

Segundo a gerente-adjunta de capacitação empresarial do Sebrae Nacional, Olívia Castro, nos jogos, o empreendedor tem a possibilidade de vivenciar diferentes aspectos de uma empresa sem correr os riscos que existem no mercado real.

“Ele experimenta situações reais em um ambiente controlado e simula as decisões, sem o risco das consequências. Pode-se imaginar todos os caminhos possíveis, antes de trilhá-lo”, afirma.

Teste se você é capaz de abrir o próprio negócio

Para o coordenador do curso de jogos digitais da Fatec (Faculdade Técnica) de Carapicuíba (SP), Álvaro Gabriele, a maioria dos games não é criada para “ensinar lições”, mas existem recursos dentro deles que, se aproveitados adequadamente, podem ajudar na gestão de um negócio.

Em um jogo de RPG, por exemplo, a tomada de decisão é muito importante. Uma opção feita logo no início acompanhará o jogador durante todo seu percurso. “Quem tiver capacidade de levar esse engajamento para fora [do jogo], tem boas chances de ser um líder”, diz.

É comum que jogos de RPG tenham versões online, o que possibilita uma interação maior e a formação de grupos, liderados por jogadores com mais experiência.

“Nos games de RPG, há um convívio social e as atitudes individuais influenciam todo o grupo. Nos games de estratégia, há um controle maior sobre o grupo de personagens, eles são gerenciáveis”, afirma o coordenador de jogos digitais da Fatec.

Jogos de tabuleiro vão além da sorte
Ao contrário do que alguns acreditam, o fator sorte não é o mais importante nos jogos de tabuleiro. Há casos em que este fator representa apenas 5% das chances de vitória, enquanto os outros 95% são determinadas pela estratégia, de acordo com Danilo Saraiva Bonamin, gerente de jogos da Ludus, bar paulistano onde os clientes podem jogar games de tabuleiro.

“Cuba” e “Puerto Rico” são bons exemplos. O jogador precisa explorar os recursos de sua ilha e negociá-los na cidade, um mercado onde funcionam as leis de oferta e demanda e fluxo de estoque. A dinâmica entre eles é parecida e a maior diferença é que o tabuleiro de cada um representa o país que leva o nome do jogo.

“Nestes jogos é preciso enxergar as oportunidades e saber escolher as coisas na hora certa. O estoque não pode ficar parado por muito tempo, senão estraga”, declara Bonamim.

Seguindo uma linha semelhante, “Settlers of Catan” é um excelente exercício de negociação. Os jogadores exploram recursos dentro uma ilha e precisam trocar mercadorias entre si para fazê-la prosperar.

“A maioria dos jogos de tabuleiro tem versões online, mas perde na negociação. Sem ver o adversário, é difícil sentir a dúvida dele e o que ele precisa. É como um jogo de pôquer”, diz o gerente de jogos da Ludus.