A grama do vizinho sempre é mais verde. Este é um dos ditos populares mais conhecidos da nossa sociedade. O que poucos sabem é a sua verdadeira origem: uma música! Composto pelos americanos Raymond B. Egan e Richard A. Whiting, em 1924. O nome da canção é “The Grass is Always Greener in the Other Fellow’s Yard” que, em tradução livre, temos o nosso provérbio.

No entanto, a ideia de que o que o ocorre ao meu vizinho ou companheiro é sempre melhor do que comigo é bem mais antiga, como a citação do poeta Ovídio (43 a.C – 18 d.C) em seu livro a Arte de Amar:

A colheita é sempre mais rica no campo de outro homem.

A grama do vizinho diz respeito à uma certa insatisfação nossa com os que nos ocorre. Quando nos deparamos com o sorriso tranquilo do colega de trabalho ou das conquistas que ele já teve, passamos a culpar a má sorte pela falta de prosperidade.

Na verdade, estamos apenas transferindo para algo irreal a nossa frustração por não conseguirmos alcançar certos objetivos. Um processo de fuga, porém uma atitude humana. Isto, no entanto, acontece frequentemente no mundo dos negócios. Os principais motivos pelos quais a empresa do vizinho é sempre melhor são vários:

  • o mercado dele é melhor do que o meu;
  • ele conseguiu os funcionários mais qualificados;
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  • ele possui melhores investidores;
  • Muitos outros…

Não se quer dizer com isso que tais fatores externos não exerçam sua influência, apenas que é preciso conhecer o real limite entre estes e as ações que cabe apenas a você tomar. Dentre tudo isso, há alguns mitos que precisam ser quebrados. E é deles que iremos conversar agora.

A ideia (falsa) de que minha área não é boa para investir

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Esse é um dos mitos mais comuns entre empreendedores. Quando o negócio não vai dando certo por um certo período de tempo, um dos primeiros impulsos é o de achar que aquele mercado não traz bons rendimentos. A história de muitas empresas que faliram por terem optado mudar de ramo exclusivamente por essa razão demonstra isto.

Como resposta, deixa-se de investir no segmento da empresa consolidado para se voltar a um mercado em alta e igualmente competitivo.

No entanto, o que a experiência mostra é exatamente o inverso: estas áreas de investimento que estão no “boom” tendem a caírem e normalizarem com o passar dos anos, enquanto que aquele seu segmento que você optou por cair fora com certa ansiedade volta a dar lucros mais estáveis.

A lição que fica é da necessidade em se distinguir uma má fase do setor de uma derrocada total. Cobiçar a grama do vizinho pode ser uma escolha péssima, principalmente se você não souber do que a mesma é composta e do que é utilizado para torná-la assim tão “verde”.

O que nos leva a refletir sobre…

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O mito de que caminhos fáceis o levarão ao sucesso

A ciência do comportamento humano foi capaz de reunir evidências suficientes para fazer essa afirmação: os animais humanos possuem uma tendência a executar ações que poupem energia.

Em outras palavras, a necessidade de se buscar o conforto faz parte de nossas vidas. Porém, é preciso lembrar que isto não é uma imposição de nossa genética ou “natureza” humana.  Somos seres de cultura e nosso comportamento é mais maleável do que imaginamos.

Logo, esta tendência de poupar energia pode ser melhorada. Afinal, se formos seguir com essa inércia, iremos nos deparar com um resultado inevitável: a energia mal administrada e excessivamente poupada hoje será gasta em algum momento, de um modo que não gostaremos. 

A vida é uma questão de equilíbrio. Como já se diz na física, a energia em si não se evapora ou some, apenas se transforma ou escoa para algum lugar – em algum momento.

O ponto que se deve chegar é este: não pense em buscar caminhos e alternativas mais fáceis para ter uma grama tão verde quanto a do vizinho.  Pense que você mal sabe o quanto ele ralou para estar onde está: as noites que deixou de dormir, os investimentos arriscados que fez.

Se soubesse de todo esse esforço, talvez você ficasse paralisado. Buscar o conforto por um caminho que não seja árduo é uma ilusão. 

O que nos leva a pensar que…

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A grama do vizinho não será mais verde se eu regar a minha: duas dicas importantes

O que vou dizer agora é uma lição que a minha mãe me passou: cuide da sua vida e pare de se preocupar com a dos outros.

Enquanto você passa horas reclamando de como o vizinho está prosperando, use esse tempo para dar atenção total ao seu próprio empreendimento.  Vou lhe dar duas dicas fundamentais para que a grama do vizinho não pareça mais verde que a sua:

O maior motor da história é o avanço tecnológico e científico. Por meio dele, a nossa sociedade tornou-se mais eficiente e dinâmica. Hoje dispomos de uma série de recursos simples para automatizar nossas atividades sem gastar muito. Para quem está na área digital, por exemplo, é indispensável que se utilize o Evernote e o Pocket para armazenar textos inspiradores, ou o buffer para sincronizar diversas redes sociais ao mesmo tempo.

A outra dica é focar na satisfação da clientela. A preocupação excessiva com métricas e planilha de vendas pode ser um indicativo equivocado na hora do crescimento. Corre-se o risco de olhar mais os números do que as pessoas por trás deles.

Isto é perigoso. Perder o real sentimento do cliente sobre a marca ou o serviço levará à derrocada na certa. Ao contrário, tendo em vista como as pessoas que compram estão se sentindo, torna-se mais fácil refinar o produto. Somente então deve-se voltar para as métricas com cuidado.

Portanto…

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A grama do vizinho não precisa ser mais verde

Vamos relembrar o que aprendemos com esse artigo:

  • mudar de segmento não necessariamente é a melhor opção. A sua área pode ser tão boa para investir quanto a de qualquer outra;
  • caminhos fáceis não fizeram a grama do vizinho verde nem farão a sua e a minha;
  • Se você regar a sua grama, ela será tão verde e bela quanto ao campo ao lado.

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